Back List
Como funciona o setor elétrico no México — e por que isso importa para a energia solar
03-10 2026  105views

Este texto foi preparado com base em uma reportagem especial produzida pelo Canal Solar, que explica de forma direta como o mercado elétrico mexicano é organizado e quais são seus principais desafios e caminhos de evolução.

Um setor com “cara” estatal — mas em transformação

O México tem um setor elétrico com forte presença do Estado e, historicamente, operou de forma bastante centralizada. Ao mesmo tempo, o país vem passando por mudanças regulatórias e de mercado para ampliar a participação privada, com impacto direto no avanço de fontes renováveis como solar e eólica.

Quem é quem: os principais atores do sistema

Na prática, entender o setor elétrico mexicano passa por conhecer três peças-chave:

  • CFE (Comisión Federal de Electricidad): tradicionalmente é a empresa estatal mais central no sistema — com papel relevante na estrutura histórica de geração e, principalmente, na transmissão e distribuição, que seguem fortemente reguladas.

  • CENACE (Centro Nacional de Control de Energía): é o operador responsável por coordenar a operação do sistema e o funcionamento do mercado, incluindo despacho das usinas, segurança do suprimento e administração do curto prazo.

  • SENER e CRE: órgãos ligados à política energética e à regulação do setor, que definem diretrizes, regras e mecanismos de funcionamento (tarifas, expansão e regras de operação).

Matriz elétrica: diversificada e com renováveis ganhando espaço

A reportagem do Canal Solar destaca que a matriz mexicana combina hidrelétricas, termelétricas (como gás natural e carvão) e uma fatia de renováveis em expansão, com vantagem natural para solar e eólica. O país tem alta irradiação em regiões como o deserto de Sonora e forte potencial eólico no Istmo de Tehuantepec, o que ajuda a explicar o protagonismo da geração limpa.

Como a energia é contratada: leilões, contratos e curto prazo

Segundo o Canal Solar, a geração privada no México ocorre majoritariamente via leilões e contratos de longo prazo, trazendo previsibilidade para investidores e viabilizando projetos renováveis em escala.

Além disso, existe a dinâmica do mercado de curto prazo, dentro do Mercado Eléctrico Mayorista (MEM). O próprio CENACE descreve o Mercado de Energía de Corto Plazo (MECP) como o espaço onde se comercializam energia e serviços associados, incluindo etapas como mercado do dia seguinte e mercado em tempo real.

Transmissão e distribuição: o “gargalo” que vira tema estratégico

Mesmo com abertura para competição na geração, a reportagem reforça que transmissão e distribuição permanecem altamente reguladas e com a CFE no centro, o que coloca infraestrutura de rede (expansão, modernização e conexão) como um ponto crítico para o crescimento das renováveis.

Desafios e o que observar daqui para frente

O Canal Solar resume os principais desafios do México como:

  • equilibrar geração estatal e privada;

  • ampliar e modernizar a rede de transmissão;

  • integrar fontes intermitentes (como solar e eólica) e armazenamento;

  • manter confiabilidade diante do crescimento da demanda.

O que isso significa para o mercado solar

Para o setor fotovoltaico, a leitura é clara: o México tem recurso natural e espaço para crescer, mas a velocidade dessa expansão depende de regras estáveis, de modelos de contratação (leilões/PPAs) e, principalmente, de capacidade de rede e conexão. Em outras palavras: não é só sobre gerar — é sobre conectar e escoar com segurança.

E a Astronergy, que está presente em 140 países, entende a importância de apoiar todos os seus parceiros e clientes nessa missão.