
A energia solar segue ganhando espaço na matriz elétrica peruana. Segundo a Review Energy, com base em informações do Ministério de Energia e Minas do Peru (MINEM), a geração solar no país cresceu 151% em março de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, alcançando 288 GWh ante 115 GWh no ano anterior.
De acordo com o MINEM, por meio da Direção Geral de Eletricidade, esse avanço consolidou a tecnologia solar como uma das principais impulsionadoras do crescimento da produção elétrica nacional no período. O dado faz parte do relatório técnico “Principais Indicadores do Setor Elétrico em Nível Nacional”, que acompanha a evolução da geração, da demanda e da composição da matriz elétrica peruana.
A expansão da energia solar também contribuiu para o desempenho das renováveis não convencionais. Segundo a Review Energy, as fontes solar, eólica, bagaço e biogás geraram, juntas, 676 GWh em março de 2026, volume equivalente a 12% de toda a eletricidade produzida no país. No mesmo mês, a geração eólica alcançou 330 GWh, reforçando o papel combinado das fontes renováveis na diversificação energética do Peru.
Apesar do avanço das renováveis, a matriz peruana ainda mantém forte liderança da geração hidrelétrica. De acordo com o MINEM, a geração hidráulica produziu 3.345 GWh em março de 2026, o equivalente a 58% do total nacional, enquanto as centrais térmicas geraram 1.826 GWh, representando 31% da produção elétrica do país.
No total, a produção nacional de eletricidade, incluindo os sistemas isolados, chegou a 5.790 GWh em março de 2026, um crescimento de 2,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já no acumulado do primeiro trimestre de 2026, a produção elétrica do Peru somou 16.865 GWh, avanço de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo o MINEM.
Esse desempenho mostra que a energia solar começa a ocupar um papel mais relevante em um sistema historicamente apoiado na hidreletricidade e na geração térmica. Para o Peru, a diversificação da matriz é especialmente estratégica: além de ampliar a participação de fontes limpas, ela contribui para aumentar a segurança energética, reduzir emissões e criar novas oportunidades de investimento em infraestrutura elétrica.
O potencial de crescimento é reforçado pela própria carteira de projetos do país. Em abril de 2026, o MINEM informou que o Peru conta com 13 projetos de centrais solares com Concessão Definitiva de Geração, somando 2.402 MW de capacidade projetada e investimento estimado em US$ 1,805 bilhão. Segundo o ministério, a entrada progressiva desses projetos poderá elevar a capacidade solar instalada do país de 1.088 MW para 3.490 MW até 2028.
O avanço também se concentra em regiões com elevado potencial de radiação solar. Segundo o MINEM, Arequipa lidera o desenvolvimento solar peruano, com nove projetos que somam 1.816 MW, enquanto Moquegua, Ica e Loreto também aparecem na carteira de novas centrais solares. Essa distribuição territorial reforça o papel do sul do país como um dos principais polos fotovoltaicos do Peru.
A expansão solar peruana acompanha uma tendência observada em diferentes mercados da América Latina: a energia fotovoltaica avança não apenas como fonte complementar, mas como parte cada vez mais estratégica da segurança energética e da competitividade econômica. Em países com bons recursos solares, crescimento da demanda e necessidade de diversificar a matriz, a tecnologia passa a ocupar espaço central no planejamento energético.
Nesse contexto, módulos fotovoltaicos de alta eficiência, confiabilidade e bom desempenho em diferentes condições climáticas serão fundamentais para apoiar projetos mais competitivos e sustentáveis. À medida que o Peru amplia sua participação solar, a qualidade tecnológica dos equipamentos, a durabilidade dos sistemas e a capacidade de entrega ao longo de todo o ciclo de vida dos projetos tornam-se fatores decisivos para maximizar o valor dos investimentos.
O crescimento de 151% da geração solar em março de 2026 mostra que o Peru vive uma nova etapa em sua transição energética. Com uma carteira robusta de projetos, recursos solares relevantes e maior presença das renováveis não convencionais na matriz, o país se posiciona como um mercado a ser acompanhado de perto no avanço da energia solar na América Latina.
Fontes consultadas: Review Energy; Ministério de Energia e Minas do Peru (MINEM).