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Solar deve liderar expansão da geração centralizada em 2026, aponta projeção da ANEEL
02-10 2026  117views

O Brasil segue caminhando para um forte ciclo de expansão da sua capacidade de geração de energia elétrica em 2026, com destaque marcado para a energia solar fotovoltaica em usinas centralizadas. Conforme dados divulgados pela pv magazine Brasil, projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) indicam que o país deve adicionar 9,14 GW de potência instalada em 2026, superando o total registrado no ano anterior — com 4,56 GW provenientes de grandes usinas solares fotovoltaicas.

Esse crescimento reafirma a tendência de avanço contínuo das fontes renováveis no Brasil, colocando a energia solar no centro da expansão da matriz elétrica. Em 2025, 136 usinas de geração centralizada foram conectadas ao Sistema Interligado Nacional, resultando em um acréscimo de 7,40 GW, dos quais 2,81 GW foram de solar fotovoltaica — mais uma prova de que essa tecnologia tem liderado o crescimento em termos de novos empreendimentos.

Além da solar, outras fontes também contribuíram para o crescimento da geração centralizada no ano passado — como termelétricas (2,50 GW), eólica (1,82 GW) e hidrelétricas menores (acima de 250 MW) — o que reforça o movimento por uma matriz diversificada e resiliente.

Energia solar centralizada em destaque

A projeção da ANEEL confirma que a energia solar permanecerá na liderança do aumento de capacidade instalada em 2026, com uma expectativa de expansão maior do que outras fontes convencionais. Esse protagonismo tecnológico se repete também no segmento de geração distribuída, onde a solar já representa aproximadamente 99 % da potência instalada no Brasil.

Segundo dados da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), esse segmento segue em trajetória de crescimento, com cerca de 3,87 milhões de sistemas conectados e quase 7 milhões de unidades consumidoras utilizando créditos de energia, totalizando 43,5 GW de potência instalada e beneficiando cerca de 21 milhões de pessoas. A expectativa é que a GD atinja 50 GW até o fim de 2026, caso haja previsibilidade regulatória e investimentos na infraestrutura de rede.

O que isso significa para o mercado

Essa projeção de expansão solar — tanto centralizada quanto distribuída — tem impactos diretos no setor elétrico brasileiro:

  • Maior participação das      renováveis na      matriz energética, reduzindo a dependência de fontes fósseis.

  • Atração de investimentos      privados em      projetos fotovoltaicos de grande escala.

  • Geração de empregos e      desenvolvimento regional, especialmente em regiões com grande potencial de radiação solar.

A combinação desses fatores coloca o Brasil em uma posição relevante no cenário de energia limpa, abrindo espaço para novas tecnologias, modelos de negócio e soluções integradas de geração e armazenamento.